segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Reflexões para a escrita da reportagem

O tema da minha reportagem veio da focagem de um dos aspectos que abordei no meu artigo: a atual falta de espaços de convivência para as crianças além da escola.

Pensei em fazer uma reportagem sobre como isso mudou ao longo das gerações de uma mesma família ou de um mesmo bairro.

A idéia é entrevistar pessoas de diferentes gerações de uma mesma família e/ou de um mesmo bairro e comparar os espaços e formas de brincadeiras ao longo dos anos.

Mas não estou muito satisfeita com esse tema. Queria que fosse algo mais criativo e que instigasse mais às pessoas lerem a reportagem. Não consigo pensar em nada diferente.

Vou tentar amadurecer mais essa idéia ao longo desta semana.

Relato do processo de escrita do artigo de opinião

Para iniciar o meu artigo de opinião, pensei no que tinha chamado mais a minha atenção no "Circo do Seu Lé". Gostei muito desse espetáculo principalmente por ele ser genuinamente brasileiro e resgatar características próprias da nossa cultura e da origem da cultura circense. Esse aspecto ressaltou meus olhos, pois já estava com uma questão em relação a isso na escola onde trabalho: Por que as crianças trazem mais e têm mais contato com o que vem de fora e não com a cultura brasileira?

Assim, comecei a pensar no que poderia ser feito na escola para incentivar esse resgate. Aí veio a idéia das brincadeiras populares, cantigas e brincadeiras de roda, que tem tudo a ver com nossa cultura.

Fui em busca de material, pesquisei, li a respeito e pude argumentar a favor da minha tese. Mas como iniciar o meu artigo e juntar a minha idéia ao "Circo do Seu Lé".

Desta forma, comecei escrevendo o artigo com uma frase genérica. Márcia fez-me pensar no assunto e mostrou-me o quanto é difícil usar argumento concisos sobre assuntos tão abrangentes e pouco conhecidos por mim.

Após longa explanação, voltei ao meu artigo e pensei qual seria a melhor forma de colocar o leitor próximo do que eu estava querendo dizer e fazê-lo sentir o mesmo que eu sentia perante aquela batelada de Disney que chega à minha sala de aula. Cadê o Brasil? As coisas do Brasil? A nossa cultura maravilhosa e cheia de diversidade? Como e onde podemos mostrá-la às crianças?

Depois da minha reflexão, percebi que a melhor forma de aproximar os leitores do meu pensamento era descrever-lhes exatamente a minha experiência e de onde vem a minha inquietação!

sábado, 18 de outubro de 2008

O resgate da cultura brasileira na escola

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O resgate da cultura brasileira na escola

Fernanda Giorgi Barsotti Tinti


Constatei, em minha experiência como professora de uma escola de Educação Infantil de classe média alta, que a cultura mais difundida nesse meio e a qual as crianças têm mais acesso é a cultura internacional como, por exemplo, os espetáculos infantis “Cirque Du Soleil”, “Holiday on ice” e peças e filmes da Disney.

É importante conhecer e apreciar outras culturas e seus bons espetáculos, mas as crianças também precisam aprender a apreciar sua própria cultura e seus bons espetáculos como o “Circo do Seu Lé”. É importante aumentar seu repertório e colocá-las também em contato com a cultura brasileira.

Hoje, as brincadeiras que aconteciam em espaços de convivência como ruas, praças, e em frente às igreja, e favoreciam a transmissão da cultura infantil, já não existem mais. As escola é um dos únicos espaços em que as crianças se reúnem e, também, o lugar, por excelência, onde a cultura deve ser transmitida. A educação infantil é o primeiro momento onde a cultura brasileira deve ser resgatada. O trabalho com as brincadeiras, músicas, histórias, jogos e danças tradicionais da nossa cultura ou da comunidade onde a escola está inserida favorece a ampliação e a valorização da cultura de seu grupo pelas crianças.

As brincadeiras de roda, por exemplo, genuinamente brasileiras, já foram mais presentes no cotidiano da criança do que é hoje, principalmente no meio urbano. Isso se deve a diversos fatores como: o fim do espaço socializante da rua, o advento de brinquedos eletrônicos, o isolamento da criança frente à TV e até mesmo o excesso de atividades à que as crianças são estimuladas a participar.

Nesse processo, a cantiga e brincadeira de roda, por exemplo, suspensa da sua situação cotidiana de lazer, torna-se indispensável no contexto escolar.

O resgate da cultura é fundamental para a formação da identidade cultural e o amadurecimento emocional. Sem o reconhecimento da importância da cultura não se sabe mais o quê e para quê ensinar, a educação simplesmente não pode ser justificada.

Precisamos cuidar da cultura que é constituinte do ser humano (de si). É importante fomentar a participação das crianças na cultura como forma de cuidado com o seu presente e o seu futuro. Isso propicia o reconhecimento pessoal do enraizamento na tradição de que é herdeiro e garante a transmissão oral de brincadeiras, cantigas e histórias para que não se percam no mundo moderno.




sábado, 4 de outubro de 2008

Artigo de opinião

Este é um primeiro rascunho do meu artigo de opinião:

O resgate da cultura brasileira na escola

Desde os primórdios da história brasileira, tudo o que vem de fora é mais valorizado. Hoje, os espetáculos infantis mais divulgados e valorizados pela mídia são os internacionais como “Cirque Du Soleil”, “Holiday on ice” e peças como “Peter Pan”.

É importante conhecer e apreciar bons espetáculos estrangeiros, com certeza, mas as crianças acabam tendo muito mais acesso a estas outras culturas do que a própria cultura brasileira.

A escola é o lugar, por excelência, onde a cultura deve ser transmitida e a educação infantil é o primeiro momento onde a cultura brasileira deve ser resgatada. O trabalho com as brincadeiras, músicas, histórias, jogos e danças tradicionais da nossa cultura ou da comunidade onde a escola está inserida favorece a ampliação e a valorização da cultura de seu grupo pelas crianças.

As brincadeiras de roda, por exemplo, genuinamente brasileiras, já foram mais presentes no cotidiano da criança do que é hoje, principalmente no meio urbano. Isso se deve a diversos fatores como: o fim do espaço socializante da rua, o advento de brinquedos eletrônicos, o isolamento da criança frente à TV e até mesmo o excesso de atividades à que as crianças são estimuladas a participar, que rouba o tempo de brincar da criança.

Nesse processo, a cantiga e brincadeira de roda, por exemplo, suspensa da sua situação cotidiana de lazer, torna-se indispensável no contexto escolar.

O resgate da cultura é fundamental para a formação da identidade cultural e o amadurecimento emocional. Sem o reconhecimento da importância da cultura não se sabe mais o quê e para quê ensinar, a educação simplesmente não pode ser justificada. Para Hanna Arendt, a condição paradoxal para que aqueles que chegam ao mundo tenham alguma chance de produzir algo de novo é justamente o “respeito extraordinário pelo passado”.

Precisamos cuidar da cultura que é constituinte do ser humano (de si). É importante fomentar a participação das crianças na cultura como forma de cuidado com o seu presente e o seu futuro. Isso propicia o reconhecimento pessoal do enraizamento na tradição de que é herdeiro, o que lhe permite agir...