quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Chamada para página

Teatro e circo: as brincadeiras de sempre

Segunda versão da reportagem

(4484)

Os brinquedos de hoje e de ontem

Fernanda Giorgi Barsotti Tinti

O comércio de brinquedos, no Dia das Crianças deste ano, aumentou cerca de 12% em relação ao ano passado. Com a proximidade dessa data, o mercado empresarial de brinquedos preparou-se para aquecer suas vendas: aumentou seu estoque e procurou novidades para atrair os pequenos. Os brinquedos mais vendidos foram bonecas e carrinhos, principalmente os mais divulgados na mídia.

A Estrela também apostou alto na data e lançou 120 brinquedos, 20% a mais que em 2007. O Dia das Crianças representa 30% do seu faturamento anual. E, este ano, a produção e as vendas foram 25% maiores que no ano passado, segundo o diretor de Marketing da empresa, Aires Leal Fernandes. Os produtos que fizeram mais sucesso foram: Real Baby, Comandos em Ação, Insecta, Balanço do Bebê e Cara a Cara Turma da Mônica, com preços de R$ 17,90 a R$ 269,90.

Brincadeiras como bolinhas de gude, amarelinha, passar anel, rodar pião, empinar pipa, pular corda, bater bola na rua com a molecada eram as brincadeiras de antigamente.

Myriam, 81, nasceu e vive em São Paulo. Filha de imigrantes ingleses, tem cinco netas e um bisneto e observa as diferenças entre as brincadeiras de sua infância e as das crianças hoje. “Eu brincava com as minhas amigas da rua. Morávamos na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, na época, uma bela alameda cheia de árvores e muito sossegada. Brincávamos no quintal da minha casa de esconder lenço, passa anel, amarelinha, queimada e bicicleta. Ensinávamos as brincadeiras umas às outras.”, lembra.

“A minha brincadeira preferida era jogar futebol na rua com os meus visinhos, que eram sírios. Eu morava na Alameda Jaú, uma rua tranqüila e de terra. Jogava, também, balão ao cesto. Com o meu irmão, eu brincava de quem pulava mais degraus da escada de casa, era um sobrado.”, conta Rolando, 92, filho de imigrantes italianos, nascido em São Paulo, onde vive até hoje.

Atualmente as brincadeiras de rua, realizadas em grupo, foram substituídas pelos brinquedos, computador e a televisão. A tecnologia ganhou força na vida das crianças, que ficam mais em casa por conta da violência nas ruas.

A psicóloga Oracélia Rosa diz que “Hoje em dia as crianças só sabem que rodar pião era coisa que o pai fazia. Elas brincam em computadores, normalmente sozinhos. Antigamente as brincadeiras eram em grupos, havia mais socialização. Atualmente é possível perceber, a partir das brincadeiras da maioria das crianças, em que classe social se encaixam”. Segundo ela, “quanto maior o poder aquisitivo mais acesso à tecnologia e brinquedos eletrônicos. Nas classes sociais menos favorecidas as brincadeiras de antigamente são praticadas com maior freqüência.”. (Entrevista de Priscila Galvão retirada do site http://www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=8825).

Além da grande mudança nos espaços das brincadeiras, os brinquedos também modificaram bastante. Se antes eles eram de pano e madeira, muitas vezes construídos pelas próprias crianças, seus pais ou avós, hoje há uma infinidade de brinquedos que encontramos prontos, feitos de plástico e que se movimentam sozinhos. Até brincadeiras como amarelinha e pipa já vêm prontas.

Segundo Rolando, “Quase não existia brinquedo, na minha época. Nós tínhamos que construir nossos próprios brinquedos. Eu tinha patinete, patins, bicicleta e alguns carrinhos de madeira, mas eu gostava mesmo é de construir pipas e balões.”.

Myriam conta: “Eu só tinha boneca, não havia outra coisa, na época. Eu tinha umas bonecas alemãs lindas, feitas de biscuit, que meu avô tinha dado para a minha mãe e ela me deu. Tinha uma boneca de pano, também, que a Alice, cozinheira, fez para mim.”.

Fabiano, 85, nasceu no interior de São Paulo, em Ibirá, e hoje vive em São Caetano. Lembra que seu pai o ensinou a construir um trem de madeira e lata de sardinha. “Acho que eu cheguei a fazer uns 15 trenzinhos desses. Fui me aperfeiçoando e, nos últimos, eu fazia até a carga para ele carregar, eu fazia saquinhos com estopa e enchia de areia, galhos que se transformavam em troncos e me divertia brincando com os meus trenzinhos.”.

“Como num passe de mágica, depois do almoço a madeira escura virava, na minha imaginação, um gramado verde, lindo, onde eu plantava meus times de futebol de botão, também coloridos, feitos de um plástico duro, trazendo uma foto dos jogadores no meio, bem diferentes dos de hoje, muito velozes, mas tão impessoais. Olhando o rosto dos jogadores, eu os dispunha na mesa, e depois do apito inicial, que eu mesmo dava, assumia suas identidades, do goleiro ao ponta-esquerda – eu era o time todo...”. (Schwarcz, Luiz. Minha vida de Goleiro. São Paulo: Companhia da Letrinhas, p. 10).

Para saber mais:

http://www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=8825

http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/4222

http://www.trilhadeluz.com.br/trilha/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=15

domingo, 2 de novembro de 2008

Reportagem

(4362)

Os brinquedos e brincadeiras de antigamente

Fernanda Giorgi Barsotti Tinti

Hoje, as brincadeiras que aconteciam em espaços de convivência como ruas, praças, e em frente às igreja, e favoreciam a transmissão da cultura infantil, já não existem mais. Isso se deve a diversos fatores como: o fim do espaço socializante da rua, a violência, o isolamento da criança frente à TV e o advento de uma gama enorme de brinquedos prontos e eletrônicos.

Brincadeiras como bolinhas de gude, carrinho, pega-pega, passar anel, rodar pião, empinar pipa, pular corda, bater bola na rua com a molecada eram as brincadeiras de antigamente.

Myriam, nascida na cidade de São Paulo, em 1927, diz: “Eu brincava com as minhas amigas da rua. Morávamos na alameda Joaquim Eugênio de Lima, na época, uma bela alameda cheia de árvores e muito sossegada. Brincávamos no quintal da minha cada de esconder lenço, passa anel, amarelinha, queimada e bicicleta. Ensinávamos as brincadeiras umas às outras.”

“A minha brincadeira preferida era jogar futebol na rua com os meus visinhos, que eram sírios. Eu morava na alameda Jaú, uma rua tranqüila e de terra. Jogava, também, balão ao cesto. Com o meu irmão, eu brincava de quem pulava mais degraus da escada de casa, era um sobrado.”, conta Rolando, que nasceu em 1916, na cidade de São Paulo.

Atualmente, as divertidas brincadeiras de rua, realizadas em grupo, foram substituídas pelo computador e a televisão. A tecnologia ganhou força na vida das crianças, presas às suas casas por conta da violência nas ruas. Assim, elas passam mais tempo sozinhas ou com seu tempo divido entre a natação, o inglês, a aula de judô e/ou balé. O tempo que têm junto com seus amigos é dirigido, não há mais tempo livre para criar suas brincadeiras.

A psicóloga Oracélia Rosa diz que “Hoje em dia as crianças só sabem que rodar pião era coisa que o pai fazia. Elas brincam em computadores, normalmente sozinhos. Antigamente as brincadeiras eram em grupos, havia mais socialização. Atualmente é possível perceber, a partir das brincadeiras da maioria das crianças, em que classe social se encaixam”. Segundo ela, “quanto maior o poder aquisitivo mais acesso à tecnologia e brinquedos eletrônicos. Nas classes sociais menos favorecidas as brincadeiras de antigamente são praticadas com maior freqüência.” (Entrevista de Priscila Galvão retirada do site http://www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=8825).

Além da grande mudança nos espaços das brincadeiras, os brinquedos também modificaram bastante. Se antes eles eram de pano e madeira, muitas vezes construídos pelas próprias crianças, seus pais e avós, hoje, há uma infinidade de brinquedos prontos, de plástico que se movimentam sozinhos. Até brincadeiras como amarelinha e pipa, que o grande barato era construí-las, já vêm prontas.

Segundo Rolando, “Quase não existia brinquedo, na minha época. Nós tínhamos que construir nossos próprios brinquedos. Eu tinha patinete, patins, bicicleta e alguns carrinhos de madeira, mas eu gostava mesmo é de construir pipas e balões.”.

Myriam conta: “Eu só tinha boneca, não tinha outras coisas na época. Eu tinha umas bonecas alemãs, lindas, feitas de biscuit, que meu avô tinha dado para a minha mãe e ela me deu. Tinha uma boneca de pano, também, que a Alice, cozinheira, fez para mim.”.

A imaginação e a criatividade das crianças eram mais usadas em suas brincadeiras, como mostra o relato de Luiz:

“Como num passe de mágica, depois do almoço a madeira escura virava, na minha imaginação, um gramado verde, lindo, onde eu plantava meus times de futebol de botão, também coloridos, feitos de um plástico duro, trazendo uma foto dos jogadores no meio, bem diferentes dos de hoje, muito velozes, mas tão impessoais. Olhando o rosto dos jogadores, eu os dispunha na mesa, e depois do apito inicial, que eu mesmo dava, assumia suas identidades, do goleiro ao ponta-esquerda – eu era o time todo...” (Schwarcz, Luiz. Minha vida de Goleiro. São Paulo: Companhia da Letrinhas, p10)

Fabiano, nascido em 1923, conta que seu pai o ensinou a construir um trem de madeira e lata de sardinha. “Acho que eu cheguei a fazer uns 15 trenzinhos desses. Fui me aperfeiçoando e, nos últimos, eu fazia até a carga para ele carregar, eu fazia saquinhos com estopa e enchia de areia, galhos que se transformavam em troncos e me divertia brincando com os meus trenzinhos.”.

Para saber mais:
http://www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=8825

http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/4222

http://www.trilhadeluz.com.br/trilha/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=15

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Reflexões para a escrita da reportagem

O tema da minha reportagem veio da focagem de um dos aspectos que abordei no meu artigo: a atual falta de espaços de convivência para as crianças além da escola.

Pensei em fazer uma reportagem sobre como isso mudou ao longo das gerações de uma mesma família ou de um mesmo bairro.

A idéia é entrevistar pessoas de diferentes gerações de uma mesma família e/ou de um mesmo bairro e comparar os espaços e formas de brincadeiras ao longo dos anos.

Mas não estou muito satisfeita com esse tema. Queria que fosse algo mais criativo e que instigasse mais às pessoas lerem a reportagem. Não consigo pensar em nada diferente.

Vou tentar amadurecer mais essa idéia ao longo desta semana.

Relato do processo de escrita do artigo de opinião

Para iniciar o meu artigo de opinião, pensei no que tinha chamado mais a minha atenção no "Circo do Seu Lé". Gostei muito desse espetáculo principalmente por ele ser genuinamente brasileiro e resgatar características próprias da nossa cultura e da origem da cultura circense. Esse aspecto ressaltou meus olhos, pois já estava com uma questão em relação a isso na escola onde trabalho: Por que as crianças trazem mais e têm mais contato com o que vem de fora e não com a cultura brasileira?

Assim, comecei a pensar no que poderia ser feito na escola para incentivar esse resgate. Aí veio a idéia das brincadeiras populares, cantigas e brincadeiras de roda, que tem tudo a ver com nossa cultura.

Fui em busca de material, pesquisei, li a respeito e pude argumentar a favor da minha tese. Mas como iniciar o meu artigo e juntar a minha idéia ao "Circo do Seu Lé".

Desta forma, comecei escrevendo o artigo com uma frase genérica. Márcia fez-me pensar no assunto e mostrou-me o quanto é difícil usar argumento concisos sobre assuntos tão abrangentes e pouco conhecidos por mim.

Após longa explanação, voltei ao meu artigo e pensei qual seria a melhor forma de colocar o leitor próximo do que eu estava querendo dizer e fazê-lo sentir o mesmo que eu sentia perante aquela batelada de Disney que chega à minha sala de aula. Cadê o Brasil? As coisas do Brasil? A nossa cultura maravilhosa e cheia de diversidade? Como e onde podemos mostrá-la às crianças?

Depois da minha reflexão, percebi que a melhor forma de aproximar os leitores do meu pensamento era descrever-lhes exatamente a minha experiência e de onde vem a minha inquietação!

sábado, 18 de outubro de 2008

O resgate da cultura brasileira na escola

(2455)

O resgate da cultura brasileira na escola

Fernanda Giorgi Barsotti Tinti


Constatei, em minha experiência como professora de uma escola de Educação Infantil de classe média alta, que a cultura mais difundida nesse meio e a qual as crianças têm mais acesso é a cultura internacional como, por exemplo, os espetáculos infantis “Cirque Du Soleil”, “Holiday on ice” e peças e filmes da Disney.

É importante conhecer e apreciar outras culturas e seus bons espetáculos, mas as crianças também precisam aprender a apreciar sua própria cultura e seus bons espetáculos como o “Circo do Seu Lé”. É importante aumentar seu repertório e colocá-las também em contato com a cultura brasileira.

Hoje, as brincadeiras que aconteciam em espaços de convivência como ruas, praças, e em frente às igreja, e favoreciam a transmissão da cultura infantil, já não existem mais. As escola é um dos únicos espaços em que as crianças se reúnem e, também, o lugar, por excelência, onde a cultura deve ser transmitida. A educação infantil é o primeiro momento onde a cultura brasileira deve ser resgatada. O trabalho com as brincadeiras, músicas, histórias, jogos e danças tradicionais da nossa cultura ou da comunidade onde a escola está inserida favorece a ampliação e a valorização da cultura de seu grupo pelas crianças.

As brincadeiras de roda, por exemplo, genuinamente brasileiras, já foram mais presentes no cotidiano da criança do que é hoje, principalmente no meio urbano. Isso se deve a diversos fatores como: o fim do espaço socializante da rua, o advento de brinquedos eletrônicos, o isolamento da criança frente à TV e até mesmo o excesso de atividades à que as crianças são estimuladas a participar.

Nesse processo, a cantiga e brincadeira de roda, por exemplo, suspensa da sua situação cotidiana de lazer, torna-se indispensável no contexto escolar.

O resgate da cultura é fundamental para a formação da identidade cultural e o amadurecimento emocional. Sem o reconhecimento da importância da cultura não se sabe mais o quê e para quê ensinar, a educação simplesmente não pode ser justificada.

Precisamos cuidar da cultura que é constituinte do ser humano (de si). É importante fomentar a participação das crianças na cultura como forma de cuidado com o seu presente e o seu futuro. Isso propicia o reconhecimento pessoal do enraizamento na tradição de que é herdeiro e garante a transmissão oral de brincadeiras, cantigas e histórias para que não se percam no mundo moderno.




sábado, 4 de outubro de 2008

Artigo de opinião

Este é um primeiro rascunho do meu artigo de opinião:

O resgate da cultura brasileira na escola

Desde os primórdios da história brasileira, tudo o que vem de fora é mais valorizado. Hoje, os espetáculos infantis mais divulgados e valorizados pela mídia são os internacionais como “Cirque Du Soleil”, “Holiday on ice” e peças como “Peter Pan”.

É importante conhecer e apreciar bons espetáculos estrangeiros, com certeza, mas as crianças acabam tendo muito mais acesso a estas outras culturas do que a própria cultura brasileira.

A escola é o lugar, por excelência, onde a cultura deve ser transmitida e a educação infantil é o primeiro momento onde a cultura brasileira deve ser resgatada. O trabalho com as brincadeiras, músicas, histórias, jogos e danças tradicionais da nossa cultura ou da comunidade onde a escola está inserida favorece a ampliação e a valorização da cultura de seu grupo pelas crianças.

As brincadeiras de roda, por exemplo, genuinamente brasileiras, já foram mais presentes no cotidiano da criança do que é hoje, principalmente no meio urbano. Isso se deve a diversos fatores como: o fim do espaço socializante da rua, o advento de brinquedos eletrônicos, o isolamento da criança frente à TV e até mesmo o excesso de atividades à que as crianças são estimuladas a participar, que rouba o tempo de brincar da criança.

Nesse processo, a cantiga e brincadeira de roda, por exemplo, suspensa da sua situação cotidiana de lazer, torna-se indispensável no contexto escolar.

O resgate da cultura é fundamental para a formação da identidade cultural e o amadurecimento emocional. Sem o reconhecimento da importância da cultura não se sabe mais o quê e para quê ensinar, a educação simplesmente não pode ser justificada. Para Hanna Arendt, a condição paradoxal para que aqueles que chegam ao mundo tenham alguma chance de produzir algo de novo é justamente o “respeito extraordinário pelo passado”.

Precisamos cuidar da cultura que é constituinte do ser humano (de si). É importante fomentar a participação das crianças na cultura como forma de cuidado com o seu presente e o seu futuro. Isso propicia o reconhecimento pessoal do enraizamento na tradição de que é herdeiro, o que lhe permite agir...

domingo, 28 de setembro de 2008

A espontaneidade dos circos de antigamente

Inteligente, divertido e surpreendente, “O Circo do Seu Lé” é um espetáculo que mistura teatro, música ao vivo e números circenses à moda antiga: monociclo, malabares, homem-bala, acrobacias no solo e no tecido, pirofagia e até um drama histórico, como nos circos tradicionais do século XIX.

Na peça, criada e dirigida por Marcelo Zurawski, músico e ator conhecido pelos trabalhos com a Cia. Furunfunfum, ele vive o domador Seu Lé, dono de um circo em dificuldades. Quando os animais – elefanta laranja e urso bipolar – são apreendidos, Seu Lé busca alternativas para salvar o circo da total falência e contrata dois jovens malabaristas de farol para mantê-lo em funcionamento. Esses dois, por sua vez, preocupados com a extinção dos artistas circenses, têm o sonho de encontrar um circo como antigamente, que admita malabaristas como eles.

Ao longo de todo o espetáculo, surge outra figura importante: o inspetor Corta-Onda, um sujeito chato e autoritário, que “corta a onda” do Seu Lé todas as vezes que ele, criativamente, consegue uma solução para o seu circo. Depois de apreender os animais do circo, proíbe o número do homem-bala porque não pode armas de fogo, proíbe o número de pirofagia porque não pode fogo, proíbe o número de malabarismo porque não pode dirigir bicicleta de costas e proíbe o drama histórico porque não pode arco e flecha.

Seu Lé, desiludido, já ia se conformando com o fim do seu circo, quando seus colegas lhe dão uma idéia: o professor Caichuva pode reavivar um dinossauro para ser a grande atração do circo. Depois de muito refletir, o domador acaba dando um “jeitinho brasileiro” para a situação: “Se dinossauro não existe mais, não existe legislação contra sua permanência no circo!”.

“O Circo do Seu Lé” é um circo puramente brasileiro. Educativo e marcado pelo humor, criatividade, espontaneidade, improvisação e contato com o público, implica as crianças a participarem do enredo e rompe a fronteira entre palco e platéia. Os pequenos espectadores são evocados a sair de uma posição passiva e participam ativamente do espetáculo, tornando-o ainda mais envolvente.

O trocadilho no título da peça faz menção ao apelido de infância do seu criador, “Lé”, que sempre gostou muito do universo circense, e lembra-nos de que esse é um espetáculo criado e arraigado na cultura brasileira. Nós, brasileiros, devemos ampliar nosso olhar a respeito da importância desta linguagem circense no Brasil para resgatar nossa cultura popular e nossas raízes. “O circo do Seu Lé” é a nossa cara e faz um contra ponto ao “Cirque Du Soleil”.

O espetáculo esteve em cartaz entre os dias 26 de julho a 21 de setembro, aos sábados e domingos, no Teatro Alfa.

sábado, 20 de setembro de 2008

Resenha do grupo sobre o "Balão Vermelho" com acréscimo ao final

Era uma vez um menino e um balão passeando pelas ruas de Paris. O menino, interpretado por Pascal Lamorisse, filho do diretor, liberta o balão de um poste de iluminação. A partir de então, os dois tornam-se amigos inseparáveis e vivem grandes aventuras. Assim se resume o enredo do filme de Albert Lamorisse, “Balão Vermelho” (França, 1956).

O que chama a atenção no enredo e na técnica é o fato de o balão ser um objeto animado: ele segue o menino, se esconde, brinca, foge, mas sempre retorna ao encontro do amigo. Essa amizade desperta a inveja e a incompreensão de crianças e adultos.

As imagens falam mais que as palavras. Nos 38 minutos de filme, os únicos diálogos são “Fica, balão!” e “Voe, balão!”. A belíssima e sensível fotografia registra a melancólica Paris da década de 50, dominada por tons pastéis, cinzas e marrons, que contrastam com o vermelho sempre brilhante do balão.

Vencedor do Oscar de melhor roteiro original, da Palma de Ouro em Cannes como melhor curta-metragem e do Prix Louis Delluc, todos em 1956, e do prêmio especial do Bafta Awards em 1957, o “Balão Vermelho” vem marcando época e continua encantando o público até os dias de hoje. Em 2007, o diretor Hou Hsiau-Hsien adaptou a história sob o título “A viagem do balão vermelho”, em referência ao filme de Lamorisse.

O enredo é singelo: narra as idas e vindas do garoto a caminho da escola e com sutiliza mostra a relação entre o menino e o balão. Adentrados nesta atmosfera do imaginário infantil, percebemos o quanto a fantasia pode ajudar uma criança a superar alguns conflitos e permanecer sendo ela mesma numa sociedade preconceituosa e excludente, que procura matar a originalidade e deixar todos os seus integrantes feito cópias.

domingo, 14 de setembro de 2008

Informações sobre o filme: "O Balão Vermelho" de Albert Lamorisse, França, 1956

http://guia.folha.com.br/cinema/ult10044u419027.shtml

Voltaram ao cinemas os clássicos franceses "O Balão Vermelho" ("Le Ballon Rouge", França, 1956) e "O Cavalo Branco" ("Crin Blanc: Le Cheval Sauvage", França, 1953), de Albert Lamorisse. Ambos ganharam cópias restauradas.
Divulgação
Médias-metragens "O Balão Vermelho" e "O Cavalo Branco" reestréiam em sessão dupla
Vencedor do Oscar de melhor roteiro e do Prêmio Especial do Bafta Awards em 1957, Palma de Ouro em Cannes e ganhador do Prix Louis Delluc em 1956, "O Balão Vermelho" retrata o encantamento que nasce do encontro entre um balão, que estava preso em um poste em Paris, e um garotinho.
Quase sem palavras, a história do balão que segue o menino por todos os lugares, como um amigo inseparável, despertando a inveja das outras crianças, leva à tela um relato simples, mas repleto de poesia.
"O Cavalo Branco" também traz a história de um menino. No caso, de um garoto e sua amizade com um cavalo selvagem. Assim como em "O Balão Vermelho", o diretor optou por uma quantidade mínima de diálogos. O filme recebeu o prêmio Prix Jean Vigo e o Prêmio do Festival de Cannes, em 1953.
No sul da França, um garoto pescador mora em meio à natureza. Nas proximidades vive um bando de cavalos selvagens. Alguns homens capturam os animais, com exceção do Cavalo Branco, que sempre consegue fugir.
Incrivelmente o menino e o cavalo se tornam amigos e percorrem belíssimas paisagens, entretanto, os homens não desistem de capturar o animal, que promete correr sem parar seja para onde for, levando junto o amigo.
Os filmes são exibidos em sessão dupla, cada um tem duração de 38 minutos.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080704/not_imp200465,0.php

Lamorisse, a volta do poeta da infância
O Cavalo Branco e O Balão Vermelho marcaram época nos anos 50
Foi o sucesso de A Viagem do Balão Vermelho, de Hou Hsiao-hsien, em Cannes, no ano passado, que reavivou o interesse pelo original de Albert Lamorisse, de 1956. O Balão Vermelho é um poema de meia-metragem que a distribuidora Pandora resgata agora num programa duplo complementado por outro trabalho do diretor. O Cavalo Branco (Crin Blanc) é de 1953. São dois clássicos do cinema sobre, não necessariamente para, a infância. O grande desafio é saber se a sensibilidade poética de Lamorisse, seu gosto pelos belos planos e pelos grandes sentimentos terão resistido às mudanças de ritmo operadas no cinema atual.Lamorisse foi o inventor do chamado documentário poético. No centro desses dois filmes, ele colocou um menino - interpretado por seu filho, Pascal. Em O Cavalo Branco, o menino liga-se numa relação de amizade ao cavalo do título. O original - Crin Blanc - refere-se às crinas brancas, pêlos do pescoço e da cauda, que ondulam ao vento, na corrida que descortina para o garoto o sentimento da liberdade. Em O Balão Vermelho, o menino está em Paris, mais exatamente nas ruas de Montmartre. É seguido pelo balão do título, que o acompanha como bicho doméstico. Quando os outros garotos destróem o balão, há uma revolta dos demais balões de Paris.Albert Lamorisse ganhou muitos prêmios nos anos 40 e 50, mas sua poética não encantava François Truffaut, que estreou com um longa sobre um menino carente, cujo título brasileiro, Os Incompreendidos, é perfeito para definir os pequenos heróis dos filmes que reestréiam hoje. Lamorisse morreu num acidente de helicóptero, em 1970, no Irã, quando buscava locações para um novo filme.Serviço O Balão Vermelho (Le Baloon Rouge, França/1956, 38 min.); O Cavalo Branco (Crin Blanc, França/1953, 40 min.) - Aventura. Dir. Albert Lamorisse. Livre. Cotação: Excelente

Albert Lamorisse nasceu em 13 de janeiro de 1922 e morreu aos seus 48 anos. É o diretor, produtor e roteirista de O Balão Vermelho.

Nota - PARQUE VILLA LOBOS (corrigida)

Inaugurado no final de 1994, o Parque Villa Lobos é uma ótima opção de lazer ao ar livre. Com suas reformas, o parque passou a contar com a infra-estrutura necessária para seu funcionamento, além da instalação de uma base da Polícia Militar dentro do parque, que resolveu problemas da segurança.

Com uma área de 732 mil m², o parque possui ciclovia, pistas para caminhadas, quadras para futebol de salão e para tênis, campos de futebol, aparelhos para ginástica, tabelas de “street basketball”, “playground”, ilha musical para shows e concertos, um anfiteatro aberto com 750 lugares e bosque com espécies de Mata Atlântica.

É interessante ressaltar que, devido à sua grande área plana, este é o primeiro parque a ser adequado à acessibilidade de pessoas com deficiências físicas.

O Parque ainda conta com o Espaço Vida, um centro de educação ambiental, que promove a formação de professores e a conscientização de jovens sobre a recuperação e preservação dos recursos naturais.

PARQUE VILLA LOBOS

Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001, Alto dos Pinheiros, São Paulo - SP
Telefone: (11) 3023-0316 / 3023-2229
Todos os dias das 6h às 18h. No horário de verão, até 19h.

domingo, 31 de agosto de 2008

Nota - PARQUE VILLA LOBOS

(1224)

PARQUE VILLA LOBOS

Inaugurado no final de 1994, o Parque Villa Lobos é uma ótima opção de lazer ao ar livre na cidade de São Paulo. Antes de sua reconstrução, era um grande descampado e considerado perigoso por seus visitantes. Com suas reformas, o parque passou a contar com uma infra-estrutura necessária a seu funcionamento, além da instalação de uma base da Polícia Militar dentro do parque, que resolveu o problema da segurança.

Abrangendo uma área de 732 mil m², possui ciclovia, pistas para caminhadas, quadras para futebol de salão e para tênis, campos de futebol, aparelhos para ginástica, tabelas de “street basketball”, “playground”, ilha musical para shows e concertos, um anfiteatro aberto com 750 lugares e bosque com espécies de Mata Atlântica.

É interessante ressaltar que, devido à sua grande área plana, este é o primeiro parque a ser adequado à acessibilidade de pessoas com deficiências físicas.
O Parque ainda conta com o Espaço Vida, Centro de Educação Ambiental, para promover a formação de professores e a conscientização de jovens sobre a recuperação e preservação dos recursos naturais.

O público estimado é de cerca de 3 mil pessoas por dia durante a semana e aproximadamente 25 mil nos fins de semana.

PARQUE VILLA LOBOS
Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001, Alto dos Pinheiros, São Paulo - SP
Telefone: (11) 3023-0316 / 3023-2229
todos os dias das 6h às 18h. No horário de verão, até 19h.